domingo, 7 de julho de 2013

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O que quero expressar é algo que não sei sentir. São fonemas que não são, nunca, postos em ordem lógica e racional. Porque se quero a verdade, não posso oprimir a estupidez. Quando em mim habita o caos a ordem é o maior perigo. E esse foi meu desatino de maior lucidez:
Oprimir é estupido. Mentir é matar. Matar é pelas costas. É deixar sangrar enchentes e sorrir em volta e comer pizza à mesa. Que morram todos, então! Dizem os fonemas, as muralhas negras que tapam os olhos e ouvidos dessa gente, palhaços que moram na cavidade anal do homem.
Depois de correr quilômetros a fio sem nada, partida ou chegada
Só o chão.
Eu pari, grávida
Parti em dois a imensidão
Penso apenas em despejar meu grito em ti, o Universo em ti.
Dele fazem parte os que morreram, os poetas
Os iludidos que desenhavam a trajetória dos astros.
Como chegar até eles¿
Como prender a liberdade em si¿
 Voar acima dos corpos celestes,
cagar nas cabeças
das humanas bestas!
Acariciar os nervosos
Os corações forcejosos.
Os bons e maus,
Pensares que fazem
dos astros: invejosos.
Prender a liberdade, nunca! Ela é libertadora exatamente porque não se prende a nada. Personifica-la na Terra, talvez. É o que me tira o sono de tanto desejo. Apesar de não ser prisioneira de ninguém.
Putas, alguém¿ “Eu, eu, eu, é assim que me chamam’’. Malditas sejam! Vocês que se olham no espelho e refletem vergonhosamente a imagem que lhe criaram. Ser puta ou ser santa, ser virgem ou não, a escolha é a liberdade. E a liberdade, sim, é sagrada! Uma puta sagrada que merece o amor e a vida.
Quero ver o homem como é, o bicho que é! Torturados, degolem a censura que vos mata!

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