domingo, 7 de julho de 2013

--------

Pergunte-se, uma morte lenta faria parar o coração que quer escapar do peito através de água¿ Ele evaporaria à medida que anoitece. A dor retornaria com a chuva. Junto com as palavras que nada significam e as letras que não trazem ideias. Também com os ideais que foram comprados na esquina a preço de fruta. Tudo retornaria.
Os ideais baratos. Preço de banana.
O preço da fruta, não é caro pra mim. Fruta. Podre e suculenta.
Me dá um pouco da tua, Inocência¿ Fruta maldita, comi e perdi a minha. A minha nunca existiu, um grito. E porque não¿ . Porque, oras, a enchente levou.
 Vermelho facínora, matou a criança da alma. De mim sobrara o corpinho com coágulos, o interior das feridas, o imaginário pernicioso à noite. O que mais me doía logo de inicio era saber: Um morto de alma nunca conseguirá amar por completo.
É que o fato de existir implica na mimese de tudo que se vê, do redor, do ego, da brutalidade com a qual fui tratada. É que isso não aparece no jornal. É que a humanidade não fica triste porque uma criança, se da rua, morreu. Suponho que o mundo seja mau. E faço parte desse mal, tenho outro destino, senão a maldade do que se vê¿

Ora, o que dizes também sinto.  Um microcosmos sem portas. O inferno sufocante onde elas não são necessárias. O gemido é alto, o cão é feroz e as correntes, antes de corda, foram trocadas pelas de ferro. É possível corroer o metal antes que não se possa mais respirar¿

Nenhum comentário:

Postar um comentário