terça-feira, 16 de agosto de 2016

A paz se acomoda em um sereno abrir de bocas
Eu me reviro do avesso, corto as extremidades, viajo pelos vãos que sangram, imagino a loucura de ser um ser do mundo e então, sereno.
Aquieto procuro a paz, me enerva a vida com castidade
Aquela com medo, aquela sem coragem
Serena e suave são sinônimos de outras coisas, coisas belas
Vãs, coisas que fazem pirraça
Meu riso resiste ainda em uma casa em que sou flor do asfalto
Não te acusos por não sentires
Como é suave o ser
Flor
E te amo assim mesmo
Assim triste, assim cabisbaixa
E te amo e te aperto com meus olhinhos que riem, se não pra ti para outros
Se não por fora, por dentro
Continuo minhas risadas eternas que compõe um fluxo que jamais fragmenta
E que é sereno, e que é suave

E que segue sendo
E que me faz desejo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

madeira e cor

Invasão, ela disse.
Recitando o poema dos seus olhos, políticos, pessoais, grudados na vida

Te invado porque ocupas em mim o espaço de um reflexo meu.
D'alma minha.
Minha alma essa que fica nua, vulnerável e transposta pelo raio de luz emitido por tuas duas bolitas verde-castanho.
Janelas que esqueces de fechar.
Verde-castanho, de madeira e cor.
São olhares que fogem em se encontrar
e que se não nessa; em outras dimensões,
dizem: sim! beijo-te sim.
Somos orgânicos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016










Sobre coisas que são minhas e apesar disso não são de ninguém
Sobre o mundo que também é meu
Sobre-vida

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Penetra em minha simplicidade e transborda minhas entranhas em prazer
Minha boca as vezes se emudece
Palavras tão vis, feias, sujas
Saem sem razão, sem calor
E me dominam por inteira.

Quisera eu arrancar-lhe os fonemas
Dobrar-lhe os signos, os sons.
As tonalidades que provocam.

Quisera eu desfigurar essa mísera face
Destoar do mundo vão
Sentir em meu peito
Algum resquício de amor
Quisera eu