A tela diz: Vazio
Chamo teu nome;
Vazio.
Em um flagelo de dor rasgo minha face
Gritaria.
E então vazio.
Enquanto isso
A lentidão envelhece o mundo
E dez anos vão-se
Na miséria de um segundo.
Quisera eu ser criança
E brincar com a lua
Fria, crua, nua.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Tuas asas que foram
Tão ávidas um dia;
Clamando por libertação
Azul e horizontal
Hoje corroem-se
Em poros inertes
Indecisas ao movimento.
Tuas asas que não voam
Aprenderam a dançar.
E como dançam! Penas tuas
Que cansaram de voar.
São agora bailarinas.
No impasse de não só um corpo
Livre dança
O corvo.
Clamando por libertação
Azul e horizontal
Hoje corroem-se
Em poros inertes
Indecisas ao movimento.
Tuas asas que não voam
Aprenderam a dançar.
E como dançam! Penas tuas
Que cansaram de voar.
São agora bailarinas.
No impasse de não só um corpo
Livre dança
O corvo.
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