Não gosto das pessoas cheias de si
Gosto das que abrem espaço
Das que deixam invadir
Quando tudo o que somos é um
Um vácuo eterno no espaço-tempo
Naturalmente vazios que se veêm
Por isso bocas, ouvidos e todas as lacunas
As que amam
E que esquecem de serem lembradas
Não são vistas, pequeninas
Poros dessa interminável troca mágica
Entre o tudo e o nada