A poesia se cala
Diante do cinza
E as cordas que tocam
No interno de mim
As que vingam, vingam.Porque a vingança, ela
Se come....
E se rasga, corrompe
O que dentro de mim
Transborda quente
-E lá fora só o gelo-
Que derrete como lava
Espelida como um raio
Do centro no universo
Escorre e consente
Em invadir todo chão
Ocupando-se em ocupar
O vazio da alma
De todas as coisas belas
Construídas na feiúra
Claras, escuras.
Perturba-se a si
Essa deusa que habita
o infinito que percorre
A pele,
que eu habito.