sexta-feira, 3 de outubro de 2014


Não há espaço pra todo esse medo
Não cabem tormentas na minha loucura
Se desfazem como flor que desabrocha - formosura
E dançam fugazes o casamento do vento
A leveza das fadas, das ninfas
Do ar

domingo, 1 de junho de 2014

Não gosto das pessoas cheias de si
Gosto das que abrem espaço
Das que deixam invadir
Quando tudo o que somos é um
Um vácuo eterno no espaço-tempo
Naturalmente vazios que se veêm
Por isso bocas, ouvidos e todas as lacunas
As que amam
E que esquecem de serem lembradas
Não são vistas, pequeninas
Poros dessa interminável troca mágica
Entre o tudo e o nada

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A poesia se cala
Diante do cinza
E as cordas que tocam
No interno de mim
As que vingam, vingam.Porque a vingança, ela
Se come....
E se rasga,  corrompe
O que dentro de mim
Transborda quente
-E lá fora só o gelo-
Que derrete como lava
Espelida como um raio
Do centro no universo
Escorre e consente
Em invadir todo chão
Ocupando-se em ocupar
O vazio da alma
De todas as coisas belas
Construídas na feiúra
Claras, escuras.
Perturba-se a si
Essa deusa que habita
o infinito que percorre
A pele,
que eu habito.