terça-feira, 16 de agosto de 2016

A paz se acomoda em um sereno abrir de bocas
Eu me reviro do avesso, corto as extremidades, viajo pelos vãos que sangram, imagino a loucura de ser um ser do mundo e então, sereno.
Aquieto procuro a paz, me enerva a vida com castidade
Aquela com medo, aquela sem coragem
Serena e suave são sinônimos de outras coisas, coisas belas
Vãs, coisas que fazem pirraça
Meu riso resiste ainda em uma casa em que sou flor do asfalto
Não te acusos por não sentires
Como é suave o ser
Flor
E te amo assim mesmo
Assim triste, assim cabisbaixa
E te amo e te aperto com meus olhinhos que riem, se não pra ti para outros
Se não por fora, por dentro
Continuo minhas risadas eternas que compõe um fluxo que jamais fragmenta
E que é sereno, e que é suave

E que segue sendo
E que me faz desejo.

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