domingo, 4 de setembro de 2016

Deixou uma âncora aqui em casa
O pesado objeto de metal raspou fundo minhas superfícies.
*
Tu temes exatamente aquilo que procuras
*
Em poros inertes me deixas, congelada
*
Um cristal de pele e mãos que gozam em te encostar
*
Me transformo em cristal para não ferir-me por tuas construções mal-resolvidas
Que escorrem de tua boca e se desfazem dentro de mim,
Como meu leite doce e fino, tua bebida matinal de hoje
*
Enquanto eu acho tudo isso gostoso.
*
É gostoso o que dói?
*
É amargo... É fechada e não tem cor, essa aura que se forma
Pelo desejo de não formarmos: nada.
*
*
*
*
E não formamos, nem hoje nem nunca

Nenhum comentário:

Postar um comentário