Por
um mundo em que sentir não seja nadar contra a corrente
Mas
sabemos que há algo de bonito nessa ideia de destruir deixar aos pedaços morrer
em si e nos outros
Para
então renascer
Existe uma vaidade em resistir
E que sejamos vaidosos então, não aspiremos a perfeição
A revolta é o balde que desce em um poço de
delicadezas
É a superfície de um mar de lágrimas
É a ideia que fazemos do amor
Um arrepio em lugares improváveis
A revolta é o grito da vida para existir
Nadando sempre sempre chega o instante que nos afunda
E mesmo no fundo mesmo perdidos mesmo febris e esquecidos
fazemos chacota àqueles que não aprenderam a nadar
que seguem carregados pela correnteza, que são reféns não de
si
Boiam em fluídos de maldade
Boiam em fluídos de maldade
Fazemos chacota porque sabemos que é triste
ser refém de si, e o somos
Porém, na contrapartida bela, o somos! O SOMOS!
********************
Há
algo de beleza na feiura
Quando
o nobre e o vil se encontram e se tornam um
Há
algo de bonito na flor que nasce no asfalto
E
tantos foram os poetas que já cantaram aos ventos
Que
há algo de bonito mesmo no caos, porque em meio a ele surge quem resiste,
surgem flores frágeis com raízes fortes, pássaros que voam de modos estranhos e
esquisitos, pessoas que falam coisas assim, sem nexo mas não importa o nexo
Há
algo de bonito no sexo de um que encosta no outro
E
nessa fusão de mãos e peles que resulta na sincronia de mil cheiros e um grande
corpo com quatro pernas e braços
Ser
a resistência é gemer alto e em bom som, sem medos e sem culpa por sentir
Prazer
O
prazer do corpo incomoda um mundo de autômatos
Nenhum comentário:
Postar um comentário