Por isso minhas frases terminam na
É concreto o fato de que eu não sei ser exata
É evidente - para mim - que essa tempestade que ocorre aqui dentro seja extremamente visível, e que ela tenha o poder de destruir cidades inteiras
Talvez seja por isso que eu repito tanto as palavras e meus dedos inquietos - e dormentes - tem tão poucas certezas para contar
Talvez seja por isso. que minhas frases. terminam. antes de começar. Talvez seja por isso que eu tenha essa ânsia por transbordar
Porquê eu morro de medo do vazio.
Morro de medo do silêncio.
E por mais familiar que ela - talvez - me seja,
Morro de medo da solidão.
Meu maxilar me implora: Fale, grite, cante! Com uma exclamação tão imensa que beira à dor
Meus braços imploram: abraçe
Minhas pernas suplicam: pule
Talvez meu fervor seja tanto por motivos bastante simples e óbvios
Morro de medo do nada.
Me assusta que apenas olhemos. O mundo caótico cheio de dor e mágoa lá fora.
Por isso quero confrontar quero destruir quero gritar no meio de uma avenida: por um pouco de silêncio para o mundo caótico cheio de dor e mágoa aqui dentro
Me assusta apenas olhar pras ruínas de mim e nada fazer
Temo que a reconstrução seja lenta demais e por isso me enterro na argamassa das ânsias não realizáveis - todas elas
O que eu espero dos outros é que deixem mais quieta a sombra que jaz por trás de um sorriso que encanta
Sou era fui tola ao não me deixar perceber: sou -também - um pouco de tudo que odeio no mundo
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