Dentro de mim, pequenos nós que são também teus por que de outra
maneira não poderiam ser. Cegos e surdos em sentidos arrepios. Arrepia-me o
sentido. Os pequenos nós de você.
E gritam-me as cordas, com sabedoria e frenesi
Rio-me deste pulso inconstante
Desta vida invisível e desta morte morrida
Desta chacina, que inocente envelhece
Sem indagar o mal que há nisso
Que é nenhum, quando o que me enlaça é tudo e é mais além
Da ternura vadia, é clamor sem ser terno
É pureza inconstante
É suspiro calado
Sincronia, Avante!
Às esquinas por quais correm
Todo o amor não vivido, e que chega e que some
Aquele, pela vida
Que leva junto pra longe,
O amor dessa dor, e a dor desse amor.
Que nem dói, nem ama.
Apenas é, são, sadios nós na garganta.
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