Sempre na direção
Que se modifica
A cada novidade, a cada morte, em nossas entranhas, sejam podres, sejam vivas.
Que é oposta! Que é singela!
Mas olhe, lá, aquela linda aquarela.
Não muito abaixo, sabes o que dizem. Pode queimar.
Destino desgraçado, infortúnio certo.
Ninguém quer o desamor
Daqueles seres enriquecidos
E os outros, aqueles! Quem mesmo?
Ah meu amor! Do que falas? Não existem.
Trabalhe, escravo. Dizem eles, eu, nós.
Case-se mulher.
Morra!
Não se for branco, bom, puro.
Falo de ti, estorvo parasitário
marginal corruptor! Não vê que estraga a decoração natalina?
Ninguém sentirá falta.
Sem flores, sem choro, sem lápide.
Pois o ciclo segue. Há de seguir.
Ele ignora,
pisa, apedreja.
Mas tudo bem, não há outro jeito,
diz meu amor.
O que há de mal? Se não cometeres nenhum crime de ordem
cabal,
Se fizermos tudo certo, como dizem eles, eu, nós, o que
poderia haver de mal?
Eles não são, são ninguém.
Sei que de vez em quando,
Queremos falar sobre humanidade
Em
nossa condição tão animal,
Compaixão e essas insignificâncias,
Sei que te entristece, mas não há de
chorar, meu amor.
Assim somos desde o que antecede a concepção.
De escravo nasce, escravo é, e cego morre.
Conivente à própria servidão.
Passíveis, ao horror, hipócritas indignados, cultos
lobotomizados!
Por toda parte, por todo o lado.
Mas tudo bem, meu amor, temos um teto, sofá, comida, e televisão.
Daqui de dentro não há com o que se preocupar.
bravo too!!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluiraheaoiehoe lindaa
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